O Twitter vai deixar de ser uma plataforma que permite propagandas políticas. A notícia foi anunciada em novembro pelo CEO do microblog, Jack Dorsey, após perceberem que o poder da publicidade na internet pode trazer riscos significativos aos processos eleitorais. 

A decisão foi tomada devido ao grande fluxo de críticas alegando que os anúncios eleitorais propagados no Twitter tinham conteúdos difamatórios e notícias falsas, ou seja, fake news, além das deepfakes.

Em 2018, a Smartmatic foi alvo desses boatos durante o processo eleitoral sendo que sequer tinha qualquer tipo de participação durante o pleito. Segundo uma matéria do O Globo, fraude nas eleições lideraram repercussão no Facebook, Twitter e Youtube. 

Ecossistema de notícias falsas 

Um relatório produzido pela Knight Foundation, durante as eleições de 2016 nos EUA, fez uma análise, através de um estudo desenvolvido por Matthew Hindman, da Universidade George Washington, de mais de 700 mil contas e 10 milhões de tweets com o objetivo de mapear como as notícias se espalham na plataforma.

O resultado não fugiu muito do esperado, apontando que existe um ecossistema concentrado de notícias falsas que, mesmo depois das eleições, 80% dele permanece ativo e essas contas são fortemente conectadas umas às outras. São redes interligadas que colaboram com a disseminação de conteúdos falsos.

Ação regulatória nas plataformas digitais

A Comissão Europeia exigiu que sites como Twitter, Facebook e Google realizassem mais ações para combater as fake news, produzindo um regulamento chamado Lei de Serviços Digitais que estabelece regras de responsabilidade e segurança para essas plataformas, serviços e produtos digitais.

A decisão despertou o receio de uma “intervenção tecnológica” por parte de algumas empresas, no entanto, o principal objetivo da ação das autoridades regulatórias é fazer com que não se torne normal espalhar notícias com difamações e inverdades, o que impacta diretamente a democracia. 

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