Não é de hoje que a tecnologia faz parte das eleições nos Estados Unidos. Desde o século XIX, a tecnologia foi introduzida como forma de tornar o processo mais precisos e eficiente. Tudo começou lá em 1892, com a máquina de votação com alavanca mecânica, inventada por Jacob H. Mayer.

No século XX, o sistema foi alterado para máquinas de votação eletrônica e de digitalização óptica. Diferente do processo de modernização eleitoral no Brasil, o dos EUA conta com três possibilidades de tecnologia, são elas: Reconhecimento Óptico (OMR), Sistema de Votação Eletrônica (DRE) e Sistemas de Votação pela Internet (IVS).

Bom, abaixo um breve resumo de como funciona cada um deles:

  • Reconhecimento óptico: são dispositivos de digitalização que fazem a contagem das cédulas de papel. São marcadas pelo eleitor e escaneadas pelo sistema óptico, que pode ser baseado tanto no local específico de votação quanto em um local central. A maioria usa tecnologia de infravermelho para digitalizar cédulas com marcas nas bordas para uma análise mais precisa;
  • Sistema de votação eletrônica: voto feito diretamente na máquina pelo toque em um monitor. O sistema faz registros individuais e a memória do computador faz a contagem automática dos votos.
  • Votação pela internet: a princípio, destinado a quem não pode comparecer pessoalmente à mesa de voto no dia da eleição, possui detalhes técnicos que alinham se às outras formas de votação. São “padrões” que incluem autenticação segura dos eleitores, proteção do sigilo do voto e certificações.

Acessibilidade e desafios

Para o National Democratic Institute (NDI), esse último modelo de votação, que aconteceu pela primeira vez em uma eleição política nos EUA em 2000, tem um “impacto significativo na acessibilidade do processo de votação” e ressalta que a identificação e autenticação desse sistema possuem impacto em sua usabilidade, mas é necessário encontrar equilíbrio entre acessibilidade e integridade.

A Smartmatic adota uma abordagem inclusiva através do design focado em humanos, desenvolvendo tecnologias fáceis de serem utilizadas, acessíveis e seguras, com um dos objetivos sendo desmistificar a ideia de que segurança é incompatível com acessibilidade.

Enfim, nessa busca por equilíbrios e evoluções tecnológicas para o exercício amplo da democracia, encontramos diversos desafios e, claro, nos cabe confiar e observar a quantas anda o processo de modernização desses serviços, exigindo extensão do acesso, transparência e eficiência.


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