A tecnologia tem sido uma ferramenta importante para todo o continente africano, possibilitando eleições com mais transparência, segurança e acessibilidade, o que gera impacto em seu índice de democracia.

Além disso, a participação política também aumentou nos últimos anos, em partes, graças às novas soluções tecnológicas. Todas essas características são de extrema importância para que a democracia funcione perfeitamente.

O EIU Democracy Index 2018, estudo desenvolvido pela The Economist, verificou os níveis de democracia em alguns países e continentes do mundo,usando como referência o processo eleitoral, pluralismo, liberdades civis, o funcionamento do governo, participação e cultura política.

Participação política

A região da África Subsaariana apresentou melhora no índice de participação política em 2018, em relação ao ano anterior. O norte da África, por outro lado, sofreu queda no mesmo marcador. A região é a que possui maior concentração de países classificados com regimes autoritários, com 7 dos 15 países que compõem a região classificados dessa forma. 

Uma maneira de fortalecer as instituições políticas, segundo a equipe do The Economist, é abordar cuidadosamente questões como transparência, responsabilidade e corrupção, visando a retomada da confiança na democracia e nos valores democráticos. Sim, o famoso “precisamos falar sobre!”.

É importante pensarmos em como a tecnologia pode auxiliar na conquista dessa confiança, e como o uso das mídias sociais e da internet impactam se relacionam com o interesse dos cidadãos em se aproximar da política. 

Atuação nas mídias sociais 

Com a expansão do uso da internet e das mídias sociais em todo o mundo, espera-se que a liberdade de expressão sofra cada vez menos restrições, seja por agentes públicos ou não. Porém, é justamente a ameaça à liberdade de expressão nas redes um dos principais motivos pelos quais o índice de democracia sofreu sua maior queda, em todas as regiões do planeta, desde 2010.

Os principais levantamentos mostram que alguns dos fatores para a redução do índice de democracia em todo o mundo são: a desilusão com a prática da democracia, a falta de confiança na política, e a percepção de que a liberdade de expressão está sob ataque. 

Segundo a pesquisa, em 2018 as regiões do Leste e do Norte da África estavam  mais dispostas a participar de protestos públicos usando mídias sociais e outras ferramentas, da mesma forma que o interesse por acompanhar política nos noticiários aumentou neste período.

Avanços tecnológicos 

Segundo o relatório The Future of Elections, há um interesse generalizado no uso da tecnologia nas eleições em toda a África. Isso porque o assunto passou a ser uma questão de política pública. O avanço tecnológico tem chamado a atenção de comissões eleitorais que estão comprometidas com a inclusão e acessibilidade de todos os eleitores. 

Um dos grandes avanços visados por todo o continente africano é a biometria, que ganhou popularidade ao oferecer transparência, precisão, redução da corrupção e fraude no registro de eleitores. Além disso, seu uso melhora na experiência da votação. 

Em 2016, a Smartmatic, forneceu para Uganda máquinas que autenticavam eleitores pela informação contida no registro nacional através do uso de impressões digitais. Foi usada, simultaneamente, em aproximadamente 28.010 mesas de votação.

O sistema alcançou o objetivo esperado pela Comissão Eleitoral de Uganda, que era melhorar a integridade do processo eleitoral por meio da autenticação da identidade do eleitor, segundo o presidente da Comissão, Dr. Badru Kiggundu.

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