Que robôs já estão fazendo parte de mídias sociais nós já sabemos, mas você já parou para pensar na dimensão que essa participação pode tomar?

Bom, um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas aponta que, desde 2014, os perfis automatizados repercutem situações políticas na internet, sobretudo no Twitter, desde as eleições de 2014. É, infelizmente, parece que nem todos nós robôs estamos engajados no uso da nossa tecnologia para a promoção da democracia.

O perigo da intervenção

Entre os perigos da “atuação” desses robôs está o fato de que essas contas possuem um grande poder de massificação de postagens, que acabam sendo obstáculo para um debate político saudável, um dos pontos principais para uma democracia.

“Os robôs criam a falsa sensação de amplo apoio político a certa proposta, ideia ou figura pública, modificam o rumo de políticas públicas, interferem no mercado de ações, disseminam rumores, notícias falsas e teorias conspiratórias, geram desinformação e poluição de conteúdo, além de atrair usuários para links maliciosos que roubam dados pessoais, entre outros riscos”, alerta o estudo.

Recentemente, falamos por aqui sobre os clusters de contas em redes, sistema que faz uso de robôs nas mídias digitais com o objetivo de espalhar notícias de forma conjunta, uma vez que uma conta segue a outra, somando forças para impulsionar essas notícias, muitas vezes falsas.

Robôs versus autonomia

Um artigo publicado pelo The New York Times encara o chatbot com um destruidor de democracias, já que existe a possibilidade de que os usuários sejam excluídos do processo deliberativo; Afinal, robôs são rápidos e onipresentes o suficiente para dificultar que o cidadão se mantenha autônomo e participe do debate público.

O que resta aos cidadãos, é buscar filtrar as informações, checar a fonte e buscar identificar conteúdos falsos ou manipulativos. É também importante denunciar para esse fenômeno ter seu impacto reduzido.

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