As Fake News são um fenômeno que tem despertado interesse de pesquisadores em todo o mundo. Em artigo recente, o NiemanLab, láboratório que faz parte da Fundação Nieman, do programa de Jornalismo da Universidade de Harvard, apresenta um estudo que aponta onde estão as lacunas nas pesquisas sobre desinformação política.

Para falar disso, o pessoal do NiemanLab apresenta um artigo de Brian Weeks, professor assistente da Universidade de Michigan, e Homero Gil de Zúñiga, da Universidade de Viena, que falam sobre os pontos cruciais aos quais as pesquisas em comunicação política devem se dedicar no futuro.

Os pesquisadores acreditam que os debates sobre o que define se um conteúdo é “fake news” ou se ele é outro tipo de informação falsa são, basicamente, uma “distração”.

Arte de rua, local com pouca iluminação, um ponto de interrogação formado com luz.

Os autores entendem que o conceito de informação falsa é, de fato, complexo. Mas eles defendem que passar muito tempo debatendo hierarquias e definições é um “desperdício”.

“Devemos reconhecer que informações enganosas estão disponíveis, estamos sendo expostos a elas e elas podem estar nos afetando. Se realmente queremos resolver esse problema, vamos nos concentrar na origem da informação falsa, como ela se espalha, se e por que as pessoas acreditam nela, e suas conseqüências sociais e políticas”, argumentam no artigo.

Weeks e Zúñiga destacam também o efeito das informações falsas nos processos políticos, incluindo o voto: “Até que ponto a informação falsa realmente importa politicamente? Quem está exposto a ela, onde e com que efeito?”, questionam.

“Uma coisa que nós, como a comunidade de pesquisa não fizemos bem é documentar de fato os efeitos (ou a falta deles) desse tipo de informação ruim sobre questões com as quais nos importamos, como o voto, a polarização, a ascensão do nacionalismo branco ou câmaras de eco”, exemplificam os autores.

Os pesquisadores também destacam a necessidade de se fazer mais estudos sobre os discursos de políticos, as elites e funcionários de governo enquanto fontes principais de informações falsas.

Se você ficou curioso e quer ler mais,  artigo completo está disponível aqui.

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