Essa semana, o Facebook anunciou, através da vice-presidente de gerenciamento de políticas globais da plataforma, Monika Bickert, que removerá os chamados deepfakes, vídeos manipulados através de Inteligência Artificial (IA) que distorcem a realidade.

Remoção seletiva

O veto não envolve aqueles vídeos editados através de ferramentas que não fazem o uso de IA, assim como paródias, sátiras e edições feitas com o objetivo de corrigir aspectos técnicos da filmagem como, por exemplo, o brilho.

Os vídeos que não se enquadrarem como deepfakes, ainda que não sejam removidos, poderão passar por uma checagem e, caso receba um sinal negativo, os usuários serão alertados e a publicação terá sua presença no feed de notícias reduzida, além de não poder ser impulsionada.

Contra as deepfakes

Em setembro do ano passado, a plataforma anunciou que estava destinando US$10 milhões para melhorar a detecção dos vídeos falsos. No mesmo mês, a Google também anunciou liberação de dados que auxiliam na investigação e identificação de vídeos alterados artificialmente. Todas essas ações foram tomadas como forma de proteger usuários de acesso aos conteúdos manipulados.

“Se simplesmente removêssemos todos os vídeos manipulados sinalizados pelos verificadores de fatos como falsos, os vídeos ainda estariam disponíveis em outros lugares na Internet ou no ecossistema de mídia social. Ao deixá-los e rotulá-los como falsos, estamos fornecendo às pessoas informações e contexto importantes”, diz Monika Bickert justificando a nova política da mídia social.

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