A integridade eleitoral agora é um tema muito debatido que está ganhando as manchetes nos EUA, Europa e basicamente em todo o mundo. Essa é uma boa notícia, já que a administração eleitoral (a maneira como as eleições são implementadas) é um assunto que geralmente não recebe a devida atenção. E a tecnologia eleitoral vem a reboque neste debate.

Com alegações de interferência estrangeira em eleições recentes, o relatório DefCon chama a atenção para as vulnerabilidades em alguns tipos de máquinas de votação. Outros desdobramentos significativos suscitaram preocupações em todo o mundo sobre a legitimidade das eleições na era digital.

Sem dúvida, devemos fazer tudo ao nosso alcance para encontrar soluções para todas as falhas de segurança apontadas por especialistas e avançar para melhorar as eleições. No entanto, nenhuma melhoria será alcançada ao regredir para modelos antigos de votação com caneta e papel, um método ineficiente e altamente inseguro que pertence ao passado e não ao futuro.

As eleições mais vulneráveis são as que utilizam cédulas de papel

Quase todos os casos bem documentados de fraude, erros e falhas eleitorais estavam relacionados a eleições apenas com cédula de papel. Isso não deveria nos surpreender de forma alguma. Uma das razões fundamentais pelas quais a tecnologia assumiu quase todos os processos que eram executados por meio de registros em papel, é porque a integridade dos dados é sempre mais robusta ao utilizar a tecnologia adequada. Se sistemas com base em papel fossem superiores, então tudo, desde nossas transações bancárias, nossos registros contábeis corporativos, até o mercado de ações seriam executados em sistemas com base em papel. Mas não são. Todos foram digitalizados desde o início da revolução da informática nos anos 60.

A integridade dos dados é sempre mais robusta ao utilizar tecnologia adequada

Você confia nos sistemas informatizados para executar as tarefas mais importantes, difíceis e centrais da sua vida pessoal. Você confia na tecnologia de informática ao guardar seu dinheiro nos bancos; se você se encontrar em uma unidade de terapia intensiva, você confiará no acompanhamento computadorizado da sua saúde; você confia nos sistemas informatizados todas as vezes que voa em um avião. Por quê?

Porque quando um sistema é bem projetado é muito mais confiável do que quando é controlado por humanos, que são suscetíveis a erros. Há também muitos benefícios adicionais como velocidade, segurança, eficiência, conveniência e custos mais baixos, frequentemente aprimorados por muitas ordens de grandeza.

Independentemente dos riscos, uma eleição realizada com um sistema automatizado bem projetado será sempre mais segura e precisa do que uma eleição manual. Simplesmente porque a segurança e a confiabilidade de um processo de votação manual em cédula de papel com uma contagem manual são extremamente baixas. Cópias de papel individuais de cada voto, ou dos resultados das eleições, são fáceis de manipular, perder ou destruir.

Nós já vimos isso acontecer centenas de vezes em todo o mundo.

Na Smartmatic estamos convencidos de que se as urnas eleitorais preenchidas com cédulas de papel fossem submetidas ao mesmo nível de controle que os sistemas de votação eletrônica, dificilmente alguém seria a favor de eleições manuais. Desde a votação até a contagem e a divulgação final, e em cada etapa intermediária, o erro humano (involuntário ou intencional) é onipresente nas eleições manuais. O tipo de eleição mais vulnerável é aquele que não usa tecnologia eleitoral em nenhuma etapa.

Diante do atual interesse público sobre os sistemas eleitorais, é importante que encontremos as soluções certas.  Não podemos ignorar o impacto positivo que a tecnologia provoca nas eleições. Como uma empresa que contou e registrou quase 4,6 bilhões de votos nas eleições em todo o mundo, SEM UMA ÚNICA VIOLAÇÃO de sua tecnologia eleitoral, eu sei que as eleições podem ser mais seguras, precisas e transparentes com o uso de tecnologia bem projetada.

É imprescindível que os órgãos de gestão eleitoral, os acadêmicos, os peritos eleitorais e, essencialmente todas as partes interessadas do setor, participem de discussões baseadas em fatos sobre as ameaças reais à integridade das eleições, como tratá-las e como modernizar a participação democrática.

Com esse objetivo, nós convidamos você a assistir a este vídeo. É uma tentativa modesta de suscitar um novo debate sobre um assunto muito complexo que pode ter profundas implicações acerca de como as pessoas participam das eleições.

Antonio Mugica
CEO de Smartmatic

COMENTÁRIOS