Escolher um candidato de preferência entre uma lista de opções pré-estabelecida, efetuar o voto, seja na urna eletrônica ou em cédula, e aguardar a apuração. Este é o sistema de votação mais conhecido do mundo. Ele é tão comum que, por vezes, nem imaginamos que possam existir outras formas de votar.

Mas não é bem assim. Existe até mesmo um campo da ciência dedicado justamente para o estudo dos sistemas eleitorais. A teoria das votações envolve a Economia, a Matemática e a Ciência Política e busca entender e propor regras para a expressão da vontade dos eleitores.

Nesta série do blog, vou te apresentar diferentes sistemas e métodos para a escolha de representantes!

A maioria dos sistemas eleitorais se baseia no princípio da escolha da maioria, mas nem todos são assim. É preciso ter em mente que não existe sistema perfeito, e eles se adequam às diferentes características de cada democracia. Existem algumas características que ajudam a criar e avaliar um sistema: proporcionalidade, potencial de voto tático, aceitabilidade das escolhas, popularidade das escolhas e simplicidade.

Votação ordenada

Hoje vamos conhecer os métodos ordenados de votação. Ao invés de escolher um único candidato de preferência, essa metodologia permite que cada eleitor elenque os candidatos em uma ordem de preferência. Muitas vezes, não é preciso ordenar todos os concorrentes. Às vezes, o método permite colocar mais de um candidato na mesma posição.

A Votação em Turnos Instantâneos (IRV), conhecida também como “voto alternativo” ou “votação preferencial” é o mais conhecido dos métodos de votação ordenada. Ela usa a ordem de preferência dos eleitores para simular uma eleição em múltiplos turnos.

Assim, o candidato com menos votos em primeira colocação é eliminado. A cada rodada de contagem, o voto é contabilizado para a próxima opção do eleitor que ainda estiver disponível. A opção com menos votos totais é eliminada da contagem até que haja um vencedor pela maioria.

Já a “contagem de borda” é um método elaborado por um matemático francês em 1770. O sistema propõe que os candidatos sejam ordenados segundo a preferência do eleitor e que cada posição tenha uma pontuação: um ponto para o último classificado, dois para o penúltimo, três para o antepenúltimo e assim por diante. A distância entre cada posição é sempre de um ponto. Na apuração, os pontos são somados e o candidato que reunir mais pontos é considerado o vencedor.

Existem outros métodos ordenados, como o método Coombs, a votação suplementar e o método de Condorcet. Vou falar sobre eles em posts futuros!

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