O uso de tecnologia, cada dia mais frequente nos processos eleitorais pelo mundo, vem acompanhando de outro fenômeno global: a ampla difusão de falsas notícias, as chamadas fake news, durante o período de eleições.

um notebook aberto, em cima de uma mesa, exibe uma página na qual se lê: fake news


Foi assim nos Estados Unidos, onde pelo menos um em cada quatro eleitores visitou sites de fake news durante as eleições presidenciais de 2016.

Na eleição italiana de 2018, robôs foram responsáveis por pelo menos 20% dos tweets publicados.

No Brasil, não foi diferente. No pleito de 2018, segundo a agência de checagem Lupa, a falsa notícia de que o TSE repassou o código das urnas para empresa estrangeira foi a quarta fake news mais compartilhada no Facebook no primeiro turno das eleições.

De acordo com o estudo da Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, vídeos sobre fraudes nas eleições tiveram 37,5 milhões de visualizações no Youtube. As falsas notícias sobre as urnas tiveram 3,3 milhões de interações no Facebook e receberam 1,1 milhão de menções no Twitter.

Recentemente, o Whatsapp reconheceu que durante a eleição brasileira de 2018 houve uso de envios maciços de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas.

Felizmente, após a conclusão do processo eleitoral brasileiro, a quantidade de boatos sobre as urnas despencou. Mas fica o desafio para as democracias do mundo: como proteger os processos eleitorais das fake news?

O trabalho conjunto de autoridades, partidos políticos, meios de comunicação e agências de checagem parece ser o caminho para a luta contra as fake news.

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