Que a tecnologia tem sido uma mão na roda em vários quesitos não podemos negar, mas você já parou pra pensar na interferência quando ética e tecnologia não andam juntas nas eleições? 

Quais as limitações entre usar a tecnologia como uma vantagem coletiva e uma ferramenta de “privilégio unilateral”? Bem, vamos falar sobre isso!

Você sabe o que significa ética? 

Segundo o dicionário Aurélio:

Ética

[Do lat. ethica < gr. ethiké.]

Substantivo feminino

Filos. Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. [Cf. bem (1) e moral (1).]

Bom, basicamente significa a conduta dos seres humanos em relação aos ideais que queremos alcançar. Facilmente podemos citar como ideais a transparência e a justiça, questões imprescindíveis quando se trata de eleições, certo?

Ética e tecnologia nas eleições

Ah, antes de mais nada, vale ressaltar que o problema não é a tecnologia – longe disso, mas, sim, o seu uso nem sempre bem intencionado. Afinal, levando em consideração a democratização da informação, é super possível usarmos a tecnologia na ampliação de debates de forma mais justa e abrangente. E é exatamente aqui que a ética entra!

A hiperconexão nos deu uma grande brecha de acesso às fake news, por exemplo. No entanto, em contraponto, nos apresentou a oportunidade do uso de serviços de checagem de notícias. É um caminho de via dupla: nos oferece desafios e soluções.

Segundo um artigo publicado na Revista Eletrônica da Escola Judiciária Eleitoral nº 4 do Tribunal Superior Eleitoral, “para que a legitimidade plena seja alcançada, as eleições têm, obviamente, de desenvolver-se dentro de um ambiente informado pela legalidade, mas também por um profundo enraizamento ético, presente, inclusive, no espírito das leis”. 

Atualmente, o fluxo de debates sobre política na internet é muito extenso. Sendo assim, levando em consideração esse espaço, acompanhamos, recentemente, que o uso indevido de dados pessoais, robôs e perfis falsos para disseminação de notícias enganosas têm sido pautas frequentes no mundo inteiro.

Precisamos entender que os pontos citados acima influenciam em nosso direito ao acesso de informação, liberdade de expressão, e de certa forma até a nossa privacidade, impactando diretamente na democracia, na possibilidade de respostas e manifestações plurais.

É importante que essa temática esteja em foco para trilharmos caminhos de combate ao uso irresponsável da tecnologia que, sem dúvida alguma, nos traz grandes benefícios. 

É necessário também pensar da perspectiva de que a tecnologia é uma ferramenta de construção do que esperamos de nós mesmos enquanto usuários dela e cidadãos parte do eleitorado e, claro, não tornar isso diferente no que diz respeito à política de forma geral, independente de seus interesses particulares ou específicos. 

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