Os Sistemas de Votação Eletrônica podem tornar as eleições mais seguras e transparentes? Com certeza! A urna eletrônica faz parte de um sistema onde a proteção do voto é prioridade.

Sistemas de votação eletrônica robustos combinam diversas camadas de mecanismos de segurança e de controle que garantem a integridade e a confidencialidade da informação que é produzida ao longo do processo eleitoral, inclusive na própria urna eletrônica.

Eles também fornecem as ferramentas necessárias para auditar resultados e validar sua legitimidade.

Para entender a segurança de sistemas de votação eletrônica bem desenhados, é importante sempre ter em mente que eles são parte de um conjunto complexo.

As máquinas de votação, mais conhecidas como urnas eletrônicas, que costumam ser objeto de muito debate, não funcionam sozinhas, elas fazem parte desse conjunto, junto a servidores de consolidação, sistemas de configuração e muitos outros elementos, que formam uma sistema unificado.

Os bons sistemas são desenhados para que seus diferentes elementos validem-se e protejam-se uns aos outros. E é exatamente isso que a engenharia da Smartmatic conseguiu alcançar em suas soluções eleitorais.

Conheça alguns elementos de segurança

A criptografia é um conceito fundamental na proteção de dados eleitorais. Ela protege a confidencialidade do dado ao torná-lo ilegível a usuários não autorizados. Por isso, toda a informação instalada no sistema deve ser criptografada.

Todos os componentes do sistema devem ter um certificado digital exclusivo. Graças a eles, os diferentes elementos do sistema podem saber se, de fato, estão interagindo com um elemento legítimo do mesmo sistema.

Ao combinar assinaturas digitais e chaves assimétricas, o sistema permite às autoridades conferir que as aplicações da plataforma e os dados gerados ao longo da eleição não foram alterados. A integridade e a legitimidade dos dados ficam assim protegidas.

As chaves de segurança têm um papel crucial na proteção dos dados eleitorais. Cada dispositivo deve ter um grupo exclusivo de chaves, para proteger as informações que armazena. Essas chaves podem até mesmo ser divididas em várias partes e o dado armazenado só pode ser acessado quando todas estiverem reunidas.

Para maior proteção, as urnas eletrônicas devem ser sistemas isolados do mundo exterior, “air gapped”, no jargão tech. Somente quando a votação acaba, elas são conectadas ao sistema, para transmissão de informação.

Todos os dados criptografados e digitalmente marcados são então transmitidos por canais de segurança seguros. Diversas camadas de proteção podem ser adicionadas para reforçar a segurança da transmissão.

Ao longo das eleições, os sistemas de votação eletrônica bem desenhados costumam produzir várias cópias dos dados. Bancos de dados distribuídos geram trilhas de auditoria que podem ser acessadas pelas autoridades para validar a legitimidade e a integridade daquela informação.

Os sistemas devem gerar também uma trilha de checagem em papel, que pode ser acessada e consultada por qualquer cidadão.

Podemos então concluir que sim, sistemas de votação eletrônica podem aumentar a transparência e a segurança do processo eleitoral!

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