No dia 21 de outubro, os canadenses elegerão um novo parlamento, em uma disputa que envolve os liberais, liderados pelo atual primeiro ministro Justin Trudeau, e os Conservadores e Novos Democratas. Acontece que os checadores de fato do país, o pessoal que tem a vida sofrida de  fiscalizar informações falsas, estão surpresos com o baixo índice de notícias falsas até o momento.

Segundo o instituto Poynter, além de alguns poucos hoaxes em francês – um dos idiomas falados no país – e uns poucos memes com desinformação, não houve um dilúvio de conteúdos falsos nas plataformas digitais.

Eve Beaudin, uma jornalista de Quebec responsável pelo site Détecteur de rumeurs, criado pela agência sem fins lucrativos Science-Presse, disse que “não foi a avalanche que esperávamos”. 

“Fora do período eleitoral, temos normalmente grande quantidade de desinformação relacionada a assuntos de energia e sobre mudança climática. E sempre temos alegações falsas sobre imigração, saúde e economia”. Mas, até agora, as eleições no país não aumentaram significativamente este cenário.

Há algumas semanas, Beaudin lançou, com a equipe da Agence Science-Presse, uma página no Facebook chamada “Campanha eleitoral: quem está dizendo a verdade?”, que manteria uma lista de notícias falsas sobre as eleições. Segundo ela, até agora o projeto não registrou tantas desinformações quanto o previsto.

Ela diz que não consegue explicar o fenômeno, mas cita os altos índices de confiança que a população canadense tem em seus veículos de comunicação e a ausência de polarização política como possíveis causas do baixo índice de fake news.

Outros checadores do país confirmam as impressões de Beaudin. Jeff Yates, do Décrypteurs, e Camille Lopez, freelancer da revista L’actualité, dizem que o que eles viram na campanha canadense está longe do que imaginaram inicialmente.

Lopez afirma que o conteúdo que ela tem visto mais frequentemente são os memes, uma maneira simples de contar uma história de forma rápida, com apenas algumas poucas palavras. Segundo ela, os memes são a “melhor ferramenta para compartilhar narrativas parciais”. 

Quer saber mais? Leia a matéria completa, escrita por Daniela Flamini, no Poynter! Lá você vai ler ainda sobre como os conteúdos digitais no Canadá importam teorias conspiratórias de outros países, como o suposto controle de George Soros na mídia do país.

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